SUJEITO SUPOSTO SABER E TRANSFERÊNCIA

             A transferência é uma das principais e mais importante condições da clinica psicanalítica. A entrada do sujeito em análise se dá a partir da relação transferencial. Desse modo pode-se dizer que a análise depende a essa relação transferencial concomitantemente.
             De acordo com a psicanalista Denise Maurano, a transferência se constitui como uma relação estabelecida fortemente, que independe da realidade e resulta numa relação afetiva entre médico e analisando, em que se permite a partir dessa o desvelamento de algo do inconsciente do analisando, da sua organização e estrutura clinica.
             Sobre isso, Quinet pontua que em meio á relação transferencial, quando alguém pro
Sendo assim, a transferência não ocorre por motivação ou solicitação do analista, esta depende de forma decisiva ao analisando, o que o analista precisa é saber direcionar esse processo para que seja bem utilizado em análise. Colocado na posição de suposto saber pelo analisando, o analista não deve de maneira alguma identificar-se com essa posição.
             Dessa forma, o laço particular que cada sujeito institui com o analista antecipa um Outro ao qual o sujeito se relaciona de modo inconsciente, e que, constata-se no decorrer das análises, está implicado na própria questão que o faz buscar tratamento. Se esta antecipação ocorre em qualquer relação social, no laço psicanalítico ela se distingue por ser a própria matéria de que se deve tratar, e o que fornece a condição de sua operação.
            O analisando pode colocar o analista em posição de algumas figuras de sua vida, até mesmo da infância. Para que tal fato aconteça é necessário que o segundo apresente uma característica que remeta o analisando a liga-lo a alguém do seu passado, e assim pode até coloca-lo na posição de tal pessoa. Desse modo, o analisando pode se aproximar ainda mais a realidade do seu desejo, já que nessa relação se mostra como sujeito do desejo do outro e pode também atuar em tempo real com essa figura do passado representada pelo analista, é o que chamamos de repetição no campo psicanalítico.cura um analista, supõe que este tenha algo a lhe oferecer, de que há um saber sobre si, seu sintoma ou algo que quer se desligar, ou seja, um saber nomeado em psicanálise como o sujeito suposto saber, que se refere á posição endereçada pelo analisando ao analista no processo de análise.
           Com o conceito de sujeito suposto saber, Lacan isola algo presente na experiência comum, a referência, de todo questionamento, a um lugar em que se supõe haver um saber. Esta função permite, no campo do tratamento psíquico, localizar a transferência que torna atuante a análise. A investigação dessa função pode ser considerada a partir da questão da entrada em análise, da diferença entre a chegada ao consultório de um psicanalista e o início da abertura do inconsciente, a mudança que aí ocorre no lugar do sujeito suposto saber.
            A apresentação inicial do sintoma é uma queixa, uma descrição do que ocorre, diante da qual o analista não tem condição de saber sobre os significantes recalcados e os objetos de gozo. É necessária a associação livre do analisante, regra fundamental. Mas, a rigor, não basta apenas falar, pois para que a fala livre se torne operativa como análise é preciso que se enganche como investigação, como pergunta que anseia uma resposta: "É preciso que essa queixa se transforme numa demanda de análise endereçada àquele analista e que o sintoma passe do estatuto de resposta ao estatuto de questão para o sujeito, para que este seja instigado a decifrá-lo” (Quinet).
           Sendo assim, a transferência não ocorre por motivação ou solicitação do analista, esta depende de forma decisiva ao analisando, o que o analista precisa é saber direcionar esse processo para que seja bem utilizado em análise. Colocado na posição de suposto saber pelo analisando, o analista não deve de maneira alguma identificar-se com essa posição.
              Dessa forma, o laço particular que cada sujeito institui com o analista antecipa um Outro ao qual o sujeito se relaciona de modo inconsciente, e que, constata-se no decorrer das análises, está implicado na própria questão que o faz buscar tratamento. Se esta antecipação ocorre em qualquer relação social, no laço psicanalítico ela se distingue por ser a própria matéria de que se deve tratar, e o que fornece a condição de sua operação.
              O analisando pode colocar o analista em posição de algumas figuras de sua vida, até mesmo da infância. Para que tal fato aconteça é necessário que o segundo apresente uma característica que remeta o analisando a liga-lo a alguém do seu passado, e assim pode até coloca-lo na posição de tal pessoa. Desse modo, o analisando pode se aproximar ainda mais a realidade do seu desejo, já que nessa relação se mostra como sujeito do desejo do outro e pode também atuar em tempo real com essa figura do passado representada pelo analista, é o que chamamos de repetição no campo psicanalítico.

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