Ao longo dos séculos podemos observar
diversas mudanças em relação à educação sexual das mulheres. A sexualidade
feminina durante muito tempo foi determinada. Hora pelo catolicismo, hora por
teses de saúde declaradas por discussões médica, em outro momento, pela moral
burguesa e do estado.
Quando olhamos para trás e conhecemos os
costumes dos nossos antepassados, a forma como eles lidavam com o próprio corpo
e até com a sua sexualidade, compreendemos muitos dos nossos pensamentos
preconceituosos à respeito do sexo.
Com a revolução industrial que
incorporou a mulher no mercado de trabalho e desta maneira ela ganha alguma
independência, ocorrem novas mudanças nos papéis sexuais estabelecidos para
homens e mulheres. É neste período que a mulher vai à busca de outras formas de
vivenciar sua sexualidade, procurando alcançar suas satisfações e desejos.
No entanto, apesar das diversas
mudanças ocorridas no desenvolvimento da sexualidade feminina/educação sexual
desta, percebe-se que o que ainda prevalece são formas veladas de
independência, e a busca pelo seu pleno desempenho e prazer sexual ainda parece
estar muito longe de se concretizar.
Temos a cultura e a sociedade que
exercem um papel profundamente modelador da atividade sexual. Elas podem
interferir negativa ou positivamente no desempenho erótico das pessoas,
principalmente na mulher, através da repressão disseminada durante séculos e as
informações dúbias que vigoram na
sociedade.
Se antes a sociedade reprimia a sexualidade da mulher inicia-se um
momento de incentivo ao prazer sexual desta e até uma cobrança de um bom
desempenho. Dessa maneira, a mulher no exercício da sua sexualidade, sofre por
dois motivos: se de um lado há um grande incentivo, que traz consigo a ideia
angustiante de prazer sexual como obrigação; por outro ainda há toda uma
conjuntura histórica muito presente da repressão, onde o passado deixou marcas
impressas na vivência da sexualidade, que não podem ser apagadas de uma hora
para outra.

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