O TRATAMENTO EM PSICANÁLISE

           Como já exposto em alguns textos do blog, sabemos que a psicanálise baseia-se em uma clinica do desejo, utiliza-se da associação livre para que a partir da fala o desejo do analisante surja e se presentifique, para que a partir disso possa ser trabalhado. È a partir da fala do paciente que é demarcado o seu campo de desejo, a hipótese diagnóstica e a direção do tratamento.
            De acordo com Quinet, o diagnóstico em psicanálise serve como um guia quanto a condução do tratamento, possibilita uma visão sobre qual caminho irá se seguir em análise.
È na fase da travessia ao complexo de édipo que pode ser buscada a partir do simbólico do sujeito questões sobre a morte e o sexo, que estão diretamente envolvidas com a inscrição do nome-do–pai no outro da linguagem que possibilita o sujeito a entrada na partilha dos sexos.
           Os modos de negação do Édipo com a castração é que permite o analista fazer esse diagnóstico diferencial que se dividem em Neurose, psicose e perversão. Cada uma das estruturas remete-se ao modo de negação ao édipo que se presentifica através do sintoma.
        Quanto ao tempo, Freud afirmava não se ter uma determinação ou delimitação para o tratamento em análise, geralmente se requer longo tempo, meses ou anos em certo demorará mais que o analisando espera. Considera-se que a partir de tal fato é necessário que de forma a não assustar o paciente seja lhe informado as dificuldades envolvidas no processo de análise para que o mesmo não sinta-se enganado e com o direito de questionar que não conhecia os delineios envolvidos em tal processo.Os pacientes não são obrigados a se comprometerem com o tratamento e com o tempo que irá levar, estes podem desistir a qualquer momento, mas sendo o mesmo informado que a interrupção de tal processo não lhe trará ganhos, ao contrário disso pode resultar em uma insatisfação. (Freud 1911-1913)
           Alguns pacientes aliam os seus sintomas e o seu adoecimento á uma época uma data, ou um acontecimento relevante, sugerindo o que ocasionou o adoecimento, outros não, e inicia a análise contada sua história desde a infância, reconhecendo a sua neurose como ligada a tal. Contudo o analista não deve em sua postura esperar um relato pronto nem exigir que o paciente o tenha por meio de provocações. A história do paciente será contada por ele várias vezes, e é essa repetição que dará ao analista os dados relevantes sobre o mesmo.

Comentários